segunda-feira, 4 de março de 2013

"Os Iks, Kitty Genovese e o Engenho de Dentro" (Contardo Calligaris)


Na coluna da semana passada, comentei uma reportagem de Elvira Lobato sobre o que aconteceu recentemente numa rua do Engenho de Dentro, bairro de classe média da zona norte carioca.
Numa madrugada, os moradores encontraram um carro com dois cadáveres retalhados; uma das cabeças estava exposta em cima do capô. Provavelmente, tratava-se de uma desova "exemplar" do tráfico. Pois bem, foi uma algazarra de zombarias e fotografias (utilidade comprovada dos celulares com câmara digital).
Propus uma primeira reflexão, que resumo brevemente. Num mundo higienista, a subjetividade é definida pelo corpo, visto que, entre os sonhos que dão sentido à vida, prevalece o ideal do bem-estar físico. É ótimo para a saúde, mas a conseqüência é que a morte do outro não é mais um espetáculo propriamente angustiante; o cadáver nos mostra o que já acreditamos: no fundo, somos apenas alguns quilos de carne e ossos.
Não conseguirei responder a todos os leitores que me escreveram, mas, encorajado pelos comentários, proponho mais duas reflexões suscitadas pelo caso do Engenho de Dentro.
Como entender, além da indiferença, o escárnio dos corpos massacrados?
1) Um antropólogo inglês, Colin Turnbull, viveu três anos (de 1964 a 1967) entre os Iks (leia: iiiks), um povo de caçadores-coletores nas montanhas de Uganda. Em princípio, os caçadores-coletores estão sempre em movimento: os homens caçam e as mulheres colhem produtos espontâneos da natureza (raízes, sementes etc.).
Os Iks eram uma sociedade tradicional com costumes de cooperação tanto na caça como na colheita, mas, a partir dos anos 50, as nações africanas começaram a cuidar de suas fronteiras, criaram parques nacionais etc. Conclusão: os Iks foram aprisionados num território limitado e inóspito.
Em "The Mountain People" (o povo da montanha), de 1972, Turnbull narra a catástrofe cultural dos Iks, assolados por fome e miséria. Foram-se solidariedade e cooperação. Os homens pararam de levar suas presas para as mulheres e as crianças se alimentarem: eles comiam sozinhos, na hora. O mesmo valia para as mulheres em sua colheita. A sociedade se desfazia no "cada um por si". Sobreviver era a tarefa imperativa de cada indivíduo, e o infortúnio do outro passou a ser, justamente, divertido: "Melhor ele do que eu".
2) Em 13 de março de 1964, Kitty Genovese, aos 29 anos, foi assassinada numa rua tranqüila de classe média, no bairro de Queens, em Nova York. Voltando do trabalho, de madrugada, ela foi esfaqueada 17 vezes por um estuprador. Seu martírio durou meia hora; repetidamente, o agressor foi embora e voltou para completar sua "obra". Por que essas interrupções? Os gritos de Kitty acordaram os vizinhos, alguns abriram a janela para apostrofar o assassino: "Deixe aquela moça em paz". Mas, entre as 38 testemunhas desse horror, ninguém desceu na rua e ninguém chamou a polícia.
A morte de Kitty teve várias conseqüências. Para começar, foi instituído um número único e simples (911, em Nova York) para contatar a polícia em caso de urgência e mudou o atendimento: nada de "Quem está falando? Seu RG? Seu CPF?", mas, ao contrário, "Senhora, fique calma, estamos a caminho, só me diga exatamente onde você está".
Os psicólogos sociais americanos se dedicaram a entender o acontecido. Poucos meses depois da morte de Kitty, reuniu-se um simpósio sobre a inércia do espectador urbano. Seis anos e muita pesquisa mais tarde, em 1970, Latané e Darley publicaram "The Unresponsive Bystander: Why Doesn't He Help?" (o espectador inerte: por que não ajuda?), que ainda é uma obra de referência.
Latané e Darley constataram alguns funcionamentos instrutivos: a "abdicação da responsabilidade" ("Isso não é comigo, é com as autoridades, com a polícia") e a "difusão da responsabilidade" ("Não preciso chamar a polícia, pois um outro certamente já se encarregou disso"). Esse segundo funcionamento cria um paradoxo curioso: quanto mais numerosos forem os espectadores, tanto menos cada um deles se sentirá compelido a intervir. Da próxima vez que você for esfaqueado, escolha um lugar com uma ou duas testemunhas no máximo.
Poucas semanas depois da morte de Kitty, Stanley Milgram, outro genial psicólogo social, publicou seu comentário na revista "The Nation". No fim do texto, ele observava que talvez a inércia dos espectadores fosse um efeito da divisão urbana. Nos anos 60, para os nova-iorquinos de classe média que foram acordados pelos gritos de Kitty, a rua e a madrugada eram uma outra cidade, se não um outro país. Uma vez fechada a porta de sua casa e até à manhã seguinte, eles consideravam (e constatavam) que o espaço urbano pertencia a um povo que não tinha nada a ver com eles, um povo de drogados, bêbados, miseráveis e criminosos. Quem circulava naquele espaço não fazia parte de sua comunidade.
É o que podem ter pensado os moradores do Engenho de Dentro: "São cadáveres do tráfico, destinados a intimidar drogados que não pagam suas dívidas. Nada a ver com a gente. Podemos festejar, pois são mortos de uma outra tribo, uma tribo inimiga".

domingo, 28 de novembro de 2010

Autobiografia em 5 atos

1. Ando pela rua
há um buraco profundo no passeio
eu caio lá dentro
estou perdido - sem esperança
não foi culpa minha
após uma eternidade consigo sair.

2. Ando na mesma rua
há um buraco profundo no passeio
eu finjo que não vi
eu caio de novo lá dentro
não acredito que estou lá novamente
mas não foi culpa minha
após muito tempo consigo sair.

3. Ando na mesma rua
há um buraco profundo no passeio
eu vejo o buraco
eu caio de novo lá dentro - virou hábito
meus olhos estão abertos
eu sei onde estou
foi culpa minha
saio imediatamente.

4. Ando na mesma rua
há um buraco profundo no passeio
eu contorno o buraco.

5. Ando em outra rua.

[PORTIA NELSON]

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ano Novo! Novas Idéias!

"Uma série de princípios comprovados para guiá-lo no Novo Ano"

Por Roger Ellerton Phd, ISP, CMC, Renewal Technologies Inc.

Quantos de nós já não estabelecemos resoluções para o Novo Ano ou metas para a nossa vida que são todas rapidamente esquecidas ou colocadas de lado até o próximo ano? A seguinte série de princípios irá ajudá-lo a realizar suas resoluções de Ano Novo e muito mais. Leia tudo cuidadosamente. Conteste-os, já que na primeira leitura você pode não entender ou concordar integralmente com alguns princípios. Agora ou no dia primeiro de janeiro, selecione um deles e o coloque em ação por uma semana. Observe como as coisas melhoram na sua vida e como você fica mais próximo de realizar seus desejos. No final de cada semana foque num novo princípio até que todos os sete se tornem um modo de vida para você.

1. Não existe fracasso, apenas feedback.

Você já não fez algo que não saiu como você havia planejado? Quantas vezes você interpretou isso como fracasso e, possivelmente, se puniu, ou culpou os outros? Muitos de nós foram treinados para julgar seus resultados como sucesso ou como fracasso. Como a sua vida mudaria se você visse o fracasso apenas como um feedback – uma oportunidade para aprender como não fazer algo e se tornar flexível para desenvolver novas maneiras de alcançar o seu resultado planejado? Da próxima vez em que algo não se desenvolveu como planejado, aceite isso como um feedback, fique curioso e faça perguntas como: "O que eu preciso aprender sobre mim, os outros, meu trabalho ou o ambiente familiar, de modo que, se uma situação semelhante ocorrer no futuro, eu possa conseguir um resultado melhor?"

"Eu não fracassei. Eu apenas descobri 10.000 maneiras que não dão certo." Thomas Alva Edison, cientista e inventor.

Como seria diferente o seu local de trabalho se o fracasso fosse visto como feedback? Você e os outros ficariam mais dispostos a explorar novas maneiras de realizar o seu trabalho com mais eficiência, mais eficácia e mais prazer?

2. Você não pode não se comunicar.

Muitas vezes nós achamos que nos comunicamos somente quando falamos ou escrevemos. Isso não é assim. Considere as seguintes situações: 1. Você está numa reunião do grupo de trabalho sentado meio de lado, com os braços cruzados e uma cara de irritado, e não participa da discussão de maneira nenhuma. 2. Você escolheu não responder ao telefone e nem às mensagens do e-mail naquela hora e nem depois. Mesmo sem nenhuma comunicação você está enviando uma mensagem que, freqüentemente, não é positiva. Quem realmente você está prejudicando?

Você está sempre se comunicando, seja através do seu tom de voz, ações, expressões faciais, gestos e linguagem corporal. Pare um pouco para pensar e veja o impacto que as suas ações estão tendo no sistema como um todo. É essa realmente a impressão que você quer criar ou a mensagem que quer transmitir?

3. Seja flexível – se o que você está fazendo não está criando os resultados que deseja, faça alguma coisa diferente.

Você já não se sentiu marcando passo na vida, fazendo a mesma coisa repetidas vezes e sempre esperando conseguir um resultado diferente? Esse é o amplamente conhecido conceito de insanidade. Se você quer que a sua vida seja diferente, fazer a mesma coisa com mais freqüência, com mais esforço ou chamando mais a atenção, não é a maneira de mudá-la. Você precisa escolher alguma coisa diferente. Se você tentar uma chave na fechadura e ela não servir, você vai continuar tentando a mesma chave repetidamente? Ou você vai ser flexível e tentar outra, até achar uma chave que funcione?

É o mesmo na sua vida. Seja flexível, explore diferentes comportamentos e estratégias para descobrir o que você realmente quer na vida ou quem você está destinado a ser. Se você é pai, considere o seguinte: não existem crianças resistentes, apenas adultos inflexíveis.

4. O significado da comunicação é a resposta que ela produz.

A intenção da sua comunicação nem sempre é o que é entendido pela outra pessoa. E o que é mais importante: a sua intenção ou o que é entendido? Não importa qual é a sua intenção, o que importa é o resultado que você produz com as suas palavras, tom de voz, expressões faciais e linguagem corporal. Ao aproveitar a resposta da outra pessoa como um feedback e mostrar-se flexível, você pode mudar a maneira como se comunica até alcançar o resultado desejado.

Considere a seguinte situação: eu percebi que uma colaboradora estava vestindo um vestido novo e resolvi fazer um elogio (minha real intenção). Eu disse para ela: "Meu Deus, você está linda nesse vestido." Porém, a reação dela não foi a que eu esperava. Ela pareceu aborrecida e saiu da sala. Eu não sei o que estava acontecendo na cabeça dela, mas obviamente ela ouviu minha mensagem de uma maneira muito diferente da que eu pretendia. Talvez por causa das experiências e das crenças dela, ela interpretou o que eu disse como "se eu estivesse atraído por ela" ou sendo insinuante. Da próxima vez que eu a vir, posso continuar com o mesmo comportamento, ou simplesmente ignorá-la e abrigar todos os gêneros de pensamentos ruins sobre ela. Ou posso reconhecer que o meu comentário não produziu o resultado que eu pretendia e achar uma maneira diferente para me comunicar com ela para que possamos ter uma relação de trabalho produtiva.

5. Todo comportamento tem uma intenção positiva.

Não importa quão estranho, prejudicial ou inapropriado possa parecer para você o comportamento de uma pessoa, isso faz sentido na perspectiva da pessoa engajada nesse comportamento – as crenças e valores dela – e está baseado em satisfazer uma intenção positiva para ela.

O segredo é reconhecer que existe uma intenção positiva por trás do comportamento da outra pessoa – para ela, e talvez não para você. Isso não significa que você precise enxergar o comportamento da outra pessoa como positivo ou aceitável. Pelo contrário, você pode achá-lo bastante desagradável. Você precisa examinar o que está por trás do comportamento para descobrir a intenção positiva ou, se não estiver aparente, procurar uma intenção que faça sentido na sua realidade. Essa intenção pode ser para ela mesma, para você ou para alguma outra pessoa. Assim que você entender a intenção dela, você pode explorar maneiras alternativas para ajudar a pessoa a realizar a sua intenção.

Por exemplo, digamos que você está tendo uma discussão com alguém e que, de repente, ele levanta a voz, joga no chão tudo que estava em cima da mesa e sai da sala. Na sua perspectiva, isso certamente não pode ser visto como um comportamento positivo. O que poderia ser possivelmente a intenção positiva por trás desse tipo de comportamento? Agora olhe para isso pela perspectiva desta outra pessoa. Dado o background dela - as experiências, crenças e valores dela – talvez ela tenha se sentido insegura ou oprimida pela conversa com você. Dados os recursos que ela tinha à disposição naquele momento, essa pode ter sido a única opção que ela achou que tinha a fim de criar algum espaço ou para escapar para um local mais seguro.

O que você pode fazer para evitar um resultado igual na próxima vez? Você pode aceitar o que aconteceu como um feedback, respeitar a perspectiva dela, explorar as possíveis intenções positivas por trás do comportamento dela e procurar outras maneiras de atingir os seus resultados, ao mesmo tempo em que satisfaz a intenção positiva dela. Em outras palavras, ser flexível.

É útil avaliar cuidadosamente os nossos próprios comportamentos numa base regular. Perceba os resultados que você está conseguindo, identifique a intenção positiva por trás desses comportamentos e pergunte: "Existe uma maneira melhor de alcançar a minha intenção positiva que minimize os efeitos colaterais negativos?"

6. Cada um faz o melhor que pode com os recursos que tem a disposição.

As pessoas já têm os recursos que elas precisam para serem bem sucedidas. Entretanto, a perspectiva delas do mundo (crenças, valores e restrições limitantes) ou um estado da mente temporário (oprimido, triste ou zangado) pode impedi-las de enxergar o que é realmente possível ou impedi-las de acessar plenamente as suas capacidades e recursos. Nessas situações, a pessoa pode tomar decisões ou empreender ações que, sobre outro ponto de vista, sejam muito inferiores em relação à capacidade delas e que até podem ser vistas como danosas.

Observando o que ocorreu, esta pessoa poderia ter feito muitas coisas de modo diferente, mas, na hora, isso foi julgado como a melhor escolha. Nós nem sempre tomamos a decisão "certa" ou tomamos a ação "correta"; simplesmente, decisões e ações são tomadas com base nos recursos que nós temos a nossa disposição naquela hora.

7. Você está no controle da sua mente e, portanto, dos seus resultados.

Foi você quem escolheu as crenças, valores e decisões que determinam a sua perspectiva do mundo e como você vivencia os diferentes eventos. Também é você quem pode mudar isso para ganhar uma perspectiva diferente e assim colher os benefícios dos resultados que são potencialmente muito diferentes, trazendo mudanças significativas a sua vida.

Conclusão

Você pode simplesmente ler os princípios acima ou pode começar a colocá-los em ação e fazer deles um modo de vida. Ao fazer isso, você terá a oportunidade de mudar a sua realidade, seus resultados e a sua vida!
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Roger Ellerton PhD, CMC é um consultor certificado de administração e fundador e sócio gerente da Renewal Technologies. O artigo acima é baseado no seu livro Live Your Dreams Let Reality Catch Up: NLP and Common Sense for Coaches, Managers and You.

domingo, 30 de março de 2008

Decisões e Escolhas: uma questão essencial

Clique na imagem para ampliar.

Os caminhos da vida são feitos de decisões e escolhas. Assim, o que cada um de nós é hoje pessoal ou profissionalmente, é conseqüência destas escolhas e das ações adotadas para efetivá-las. Algumas escolhas são essenciais e importam decisões sobre nossa religião ou nosso papel social. Outras são operacionais, como a roupa que vamos vestir hoje para ir trabalhar.

O que vale para as pessoas também vale para as empresas. Uma empresa sobrevive ou não, tem êxito ou fracassa, de acordo com as decisões e escolhas que fez ou faz, de suas estratégias e foco, seus sistemas de crenças e valores, seu estilo gerencial, seus processos, suas estruturas, as pessoas que seleciona, o sistema de treinamento e desenvolvimento que adota. Ou, de acordo com Peter Drucker, "o produto final do trabalho de um gerente são decisões e ações".

Assim sendo, três aspectos devem ser considerados:

  • A todo o momento, queiramos ou não, consciente ou inconscientemente, por ação ou omissão, estamos sempre fazendo escolhas. E nunca é demais lembrar que não escolher já é uma escolha.
  • Se queremos ser os timoneiros da nau da nossa vida, devemos procurar ser conscientes a respeito das escolhas que fizemos e estamos fazendo. Esta consciência nos permite assumir a responsabilidade pelos nossos atos e continuar com o que estamos fazendo ou então mudar. É conveniente ter presente que algumas escolhas deram certo em determinados contextos, mas que se adotadas em outros podem ser profundamente negativas. Um pequeno exemplo: uma criança que, para obter o carinho e a atenção dos pais, chorava, fazia manha ou gritava. Depois de adulto, para ter as suas necessidades de aceitação e reconhecimento atendidas, adota comportamentos de essência semelhante que, sem a menor sombra de dúvida, serão totalmente inadequados, gerando respostas justamente opostas às desejadas.
  • Podemos, por meio do desenvolvimento pessoal, aumentar a nossa esfera de escolhas. Aprender, no fundo, importa ter mais opções, isto é, ampliar possibilidades. A questão básica é o que aprender, para que possamos ter êxito neste mundo de crescente insegurança, complexidade, ambigüidade e imprevisibilidade. E isto também é uma escolha.

De qualquer forma, é sempre conveniente ter presente que estamos fazendo a todo o momento seis escolhas.

Vida ou Morte

O general franqueza Millan d’Astray, nas suas palavras na Universidade de Salamanca, na frente do filósofo Miguel de Unamuno, proferiu sua célebre frase: "Abaixo a inteligência. Viva a morte!". E esta é a grande questão. Estamos escolhendo a vida ou a morte do planeta em que habitamos? Todas aquelas pessoas ou empresas que contribuem com poluição ambiental e destruição dos ecossistemas, chuvas ácidas, aumento da temperatura na Terra e a conseqüente elevação dos níveis das marés, destruição da camada de ozônio, desmatamentos indiscriminados, existência de pessoas vivendo em condições subumanas, em função da ganância, da busca do lucro Kamikaze ou da falta de consciência social, todas elas estão engrossando o coro de Millan d’Astray e, à sua própria maneira, repetindo o general franqueza: "Viva a morte!".

Na realidade, esta é a grande questão ética, segundo a qual todas as outras devem se ordenar. É saber qual a resposta a uma pergunta de Albert Einstein: "Será que estamos fazendo deste planeta um lugar melhor para se morar?" Ou estamos ao lado dos que não têm nenhuma preocupação com isto, pois, como dizem, em longo prazo estaremos todos mortos?

Os Significados

A riqueza de nossa vida está muito relacionada aos significados que damos ao que fazemos. É a história dos três operários que estavam numa mesma obra e foram indagados sobre o que estavam fazendo. Um deles disse que estava assentando pedras. O outro, que estava construindo uma escada. O terceiro, que estava colaborando para a construção de uma catedral. Nós podemos escolher os significados que damos a tudo o que fazemos e isto pode representar uma grande diferença.

Passado ou Futuro-Orientadas

As pessoas passado-orientadas ficam querendo mudar o que fizeram, como se pudessem entrar na máquina do tempo. Tendem a se lamentar ou arranjar culpados e estão mais voltadas para ameaças. As pessoas futuro-orientadas buscam resultados, aceitam as situações existentes como um ponto de partida, não confundindo aceitação com conformismo, e procuram identificar e agir de acordo com as oportunidades. De qualquer forma, é conveniente citar Franklin Delano Roosevelt: "O progresso é realizado pelos homens que fazem e não pelos que discutem de que modo as coisas deveriam ter sido feitas".

Sistema Aberto ou Fechado

Os seres humanos são e deveriam agir como sistemas abertos, ou seja, em interação com o seu meio. Cada vez que as pessoas se fecham por dogmatismo, arrogância ou negação, estão agindo como sistemas fechados. Prendem-se ao familiar e ao conhecido e, freqüentemente, ficam encasteladas em torres de marfim. As pessoas que agem como sistemas abertos estão em relacionamento constante, têm consciência do fluxo contínuo de mudanças e sabem que a melhor forma de prever o futuro é criá-lo.

Crenças e valores

Uma das coisas que tem forte influência sobre nossos comportamentos é o nosso sistema de crenças e valores. Neste sentido, há quem diga que: "Quer você acredite que pode, quer acredite que não pode, você está certo". Todos nós temos um conjunto de crenças e valores que fomos adquirindo ao longo da vida e que são determinantes do nosso comportamento. Algumas crenças podem ser extremamente úteis, como acreditar que tudo o que nos acontece pode ser uma oportunidade. Outras podem ser negativas, como a de se acreditar vítima das circunstâncias, na base do "isto só acontece comigo". Em geral as pessoas não analisam os impactos de suas crenças sobre suas vidas e não sabem que podem mudá-las nem, tampouco, como fazer isso.

Intervir e Mudar Ou Ser Passivo

A consciência de que o que obtemos da vida está profundamente relacionado às escolhas que fizemos ou fazemos nos permite estar abertos a identificá-las e ratificá-las ou corrigi-las. E esta é uma grande escolha final: É possível mudar. E um bom modo de fazê-lo é com base no filósofo Jean Paul Sartre: "Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim". Em suma, ser consciente das escolhas que fazemos é entrar no mundo mágico das possibilidades. É saber que existem infinitas formas e caminhos e que a vida é daqui para frente.

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Autor: José Augusto Wanderley - Consultor em Liderança e Negocioação e autor do livro "Negociação Total: encontrando soluções, vencendo resistências, obtendo resultados.
Artigo d
isponível no link: http://www.jawanderley.pro.br/artigo3.html

sexta-feira, 28 de março de 2008

Postura deprimida...

Nosso estado emocional está intimamente relacionando à nossa fisiologia (ritmo respiratório, postura corporal, ritmo cardíaco, etc), de modo que, para cada estado emocional temos uma estimulação fisiológica diferente. Por exemplo, você já tentou permanecer deprimido enquanto tem uma crise de riso?

O fato é que se você se coloca numa fisiologia rica em recursos, não pode ficar deprimido. Tente isso. Fique ereto e respire profundamente, enchendo os pulmões de ar, inspirando profundamente, e expirando lentamente. Jogue os ombros para trás e olhe para cima enquanto coloca um sorriso tímido e bobo no rosto. Movimente o corpo. Veja se você consegue se sentir deprimido com essa postura. Você descobrirá que isso é quase impossível. Pelo contrário, o cérebro está recebendo uma mensagem da sua fisiologia para ficar alerta, cheio de vigor e de recursos. Esse não seria um ótimo instrumento para usar da próxima vez em que se sentisse um pouco pra baixo?

quarta-feira, 26 de março de 2008

Como é formado nosso Modelo de Mundo? Uma explicação possível...

Antes de começar a ler, pense nessas duas perguntas:

Você já se comportou de alguma maneira, e depois pensou: “Pra quê que eu escolhi fazer isso?” ou ainda “Fiz de novo?” ou ainda “Fiz do mesmo jeito” ou ainda...

Pra que aquele meu amigo escolheu fazer isso se ele já sabia que ia ter essas conseqüências? Que bobo ele foi!

Alguma vez você já as fez desse modo ou de outro semelhante? É provável que sim!

Conforme vimos no artigo "Modelo de Mundo: lentes para a realidade", há uma considerável diferença entre o mundo e a nossa experiência do mesmo. Nós como seres humanos não operamos diretamente no mundo. Cada um de nós cria uma representação do mundo em que vivemos – isto é, criamos um mapa ou modelo que usamos para gerar nosso comportamento, e responder às pessoas com quem interagimos e situações pelas quais passamos. Nossa representação do mundo determina em grande escala o que será nossa experiência do mesmo, como o percebemos, que escolhas – às vezes limitadoras – teremos à disposição enquanto nele vivemos.

Desse modo, não há dois seres humanos que tenham exatamente as mesmas visões a respeito do "mundo". O modelo de mundo que criamos para guiar-nos nele baseia-se, em parte, em nossas experiências de vida. E COMO FORAM E TÊM SIDO SUAS EXPERIÊNCIAS?

Cada um de nós pode, então, criar um modelo diferente do mundo que partilhamos, e assim chegar a viver uma "realidade" um tanto diferente.

Mas como se forma o modelo de mundo?

Antes de mais nada, é interessante saber que as experiências que temos ao longo da vida são restringidas ou limitadas de algumas formas, restrições estas que modelam nossa experiência de algum modo, conferindo ao nosso modelo de mundo características ímpares, se comparadas com aquelas de outros modelos de outras pessoas, ou mesmo se comparadas com nosso próprio modelo num momento diferente, afinal de contas, modelos de mundo mudam...

Vamos às restrições, ou filtros - como passaremos a chamar aquilo que elimina parte das “informações” que nos chegam de todos os lados, e que faz com que nossa “representação do mundo” seja significativamente diferente do mundo propriamente dito.

Você sabia que... As ondas sonoras que estão abaixo de 20 ciclos por segundo e aquelas que estão acima de 20.000 ciclos por segundo não podem ser detectadas por nós humanos? Que há determinados comprimentos de onda (que caracterizam as cores) que nossos olhos não são capazes de ver? Por exemplo, um esquimó consegue distinguir 11 tons de branco na neve, será que nós aqui, sujeitos a outro contexto, conseguimos fazer o mesmo? Ah! E que nesse momento partículas muito pequenas atravessam seu corpo, assim como qualquer outro objeto, e você nem sente?

Estes exemplos são para explicar que nosso sistema nervoso, de início determinado geneticamente, constitui o primeiro grupo de filtros (FILTROS NEUROLÓGICOS) que distinguem o mundo de nossas representações do mesmo, pois nossos órgãos do sentido nos permitem perceber e sentir apenas uma "pequena" parte dos estímulos que nos chegam.

Vamos à outras perguntas: Você já tentou entender um filme em alemão ou qualquer outra língua que você não conheça? Já conversou com alguém através de linguagem de sinais? E que tal pensar nas regras que temos que seguir diariamente, nossos deveres? São os mesmos de um outro país, ou mesmo de um outro lugar aqui no nosso próprio país? O que é considerado certo aqui, o é em todo o mundo? O que é certo pra você é também para um amigo seu?

Tudo isso pra que você perceba o outro tipo de filtro a que estamos sujeitos: os FILTROS SOCIAIS (ou óculos impostos), que são todas as categorias ou filtros aos quais estamos sujeitos como membros de um sistema social, como por exemplo, nossa língua, nossos meios aceitos de percepção, e todas as convenções sociais. Esse segundo tipo de filtro começa a nos distinguir uns dos outros como seres humanos. Nossas experiências começam a diferir mais radicalmente, dando surgimento a representações do mundo mais DRASTICAMENTE DIFERENTES.

Neste momento é importante saber que ao contrário de nossas limitações genéticas neurológicas, as introduzidas pelos filtros sociais podem ser superadas.

Um terceiro modo pelo qual nossa experiência do mundo pode ser diferente do próprio mundo é através de um conjunto de filtros que chamamos RESTRIÇÕES INDIVIDUAIS, e que são todas aquelas representações que criamos como seres humanos, baseadas na nossa HISTÓRIA PESSOAL ÚNICA. Cada ser humano possui um conjunto de experiências que constituem sua própria história pessoal, e é tão próprio dele como o são suas impressões digitais.

Cada pessoa tem experiências incomuns de crescimento e vida, e jamais a história de duas vidas será idêntica. Mesmo havendo semelhanças entre você e um irmão ou quaisquer outras pessoas, que por exemplo, foram criados talvez nas mesmas condições, ao menos alguns aspectos serão diferentes e peculiares a cada pessoa. E por mais que possamos pensar: Ah, mas é só uma “diferençazinha” de nada! O que importa é que essa pequena diferença faz toda diferença.

Assim sendo, os modelos que criamos enquanto vivemos estão baseados em nossas experiências individuais, e, já que alguns aspectos de nossas experiências serão peculiares como pessoa humana, algumas partes de nosso modelo do mundo pertencerão apenas a cada um de nós.

Estes modos incomuns pelos quais cada um de nós representa o mundo constituirão um conjunto de interesses, hábitos, gostos, desgostos e regras para o comportamento que são claramente nossos. Do mesmo modo, nosso modelo de mundo, conterá nossas crenças – aquilo que pensamos ou mesmo explicações que damos – a respeito de tudo o que conhecemos, inclusive sobre nós mesmos, constituindo pois, uma fonte de limitações e riquezas, pois ele é a base de algo que fazemos a todo instante: ESCOLHAS.

Por que a questão da escolha é importante? Lembra-se da última situação com a qual você conseguiu lidar bem, mas que a princípio parecia difícil?

Você conseguiu lidar com ela porque de alguma forma seu modelo de mundo continha e contém experiências que te habilitam a resolver situações semelhantes à esta. Agora imagine uma situação em que você pode não ter se saído da maneira que esperava! Talvez em relação à essa situação, seu modelo de mundo estivesse “desatualizado”, o que impediu você, de momentaneamente lidar satisfatoriamente com tal situação, o que não te impede de aprender, enriquecendo mais um pouco seu modelo, reconstruindo-o de algum modo.

FINALIZANDO...

Lembra-se das perguntas feitas no início? Não sei se você já pensou nelas enquanto lia, ou se vai fazer isso de agora em diante... Entendeu porque às vezes nos comportamos de maneiras que depois julgamos “bobas” ou mesmo “incorretas”? Não se esqueça de lembrar sempre: fazemos sempre as melhores escolhas disponíveis no nosso modelo de mundo!

Assim sendo... com seu modelo de mundo atualizado com essas informações...
Você pode escolher pensar nas suas experiências, mesmo as mais corriqueiras buscando entender que as suas escolhas, bem como as escolhas das outras pessoas, também estão inseridas em um modelo de mundo diferente. Ou, pode escolher continuar pensando que “EU SOU ASSIM PORQUE NASCI ASSIM”, e que “OS OUTROS FAZEM ISSO OU AQUILO SEMPRE DE FORMA INTENCIONAL”, ou mesmo “É COMPLICADO DEMAIS PENSAR DESSA NOVA FORMA!”.

Como sempre, a escolha é TODA sua.

terça-feira, 25 de março de 2008

INTELIGÊNCIA [habilidade ou capacidade] EMOCIONAL

Rapidamente, responda pra você mesmo: O que é inteligência para você?

Independente da resposta a que você tenha chegado, podemos dizer que inteligência é a capacidade de resolver os problemas e situações desafiantes. Algumas vezes você pode se deparar com um problema para o qual é necessário um conhecimento matemático, outras vezes o que se necessita para encontrar uma solução é de um conhecimento espacial, como quando você faz uma baliza num carro. E se pensarmos um pouco mais, vamos acabar percebendo que a vida nos apresenta situações / problemas tão diferentes, que pedem soluções também diferentes. Assim sendo, não podemos, ou melhor, não faz sentido falarmos de inteligência como se fosse uma coisa única, e privilégio de poucos.

Pra que você tenha uma idéia, existem pelo menos 7 tipos de inteligência, que seriam: Inteligência Verbal ou Lingüística, Inteligência Lógico-Matemática, Inteligência Cinestésica Corporal, Inteligência Espacial, Inteligência Musical, Inteligência Interpessoal, e Inteligência Intrapessoal, sendo que esses dois últimos “tipos”, acabaram dando origem ao que chamamos de inteligência emocional, como veremos mais a frente. Todos nascemos com o potencial das várias inteligências, e a partir das relações com o ambiente, aspectos culturais, algumas são mais desenvolvidas ao passo que deixamos de aprimorar outras.

Atualmente, não é novidade alguma dizer que vivemos num ambiente competitivo e estressante. Há uma grande valorização daquilo que aprendemos na escola, na faculdade, cursos e demais conhecimentos técnicos que adquirimos, que nos habilitem a realizar nosso trabalho. Há uma valorização do que chamamos de quociente de inteligência (o famoso QI), que tem mais a ver com a capacidade de executar tarefas, em outras palavras, tem a ver com a RAZÃO e objetividade.

No entanto, há alguns anos, começou a surgiu uma tendência a valorizar também as EMOÇÕES. Estas que eram vistas com certa desconfiança, por se achava que sua presença diminuía a objetividade necessária para que a nossa parte racional funcionasse da melhor forma possível, passaram a ter papel fundamental no contexto atual. PORQUE ISSO ACONTECE?

Talvez a melhor resposta para esta pergunta, sejam algumas outras perguntas:

  • Como boa parte das pessoas trabalha atualmente? Sozinhas ou em equipes?
  • De que são feitas as organizações de trabalho? Somente equipamentos e materiais? Ou de pessoas também?
  • Quando você vai trabalhar, você leva apenas os conhecimentos necessários para desempenhar sua função? Ou também experiências pelas quais você passou enquanto aprendia a fazer seu trabalho, e mesmo vivências cotidianas, mesmo as mais simples?
  • Não estariam estas vivências carregadas de emoções?

Como é possível perceber, as respostas a estas perguntas acabam nos levando a pensar que atualmente, as PESSOAS são o grande diferencial das empresas. E estas pessoas, diferentes das máquinas, trazem consigo emoções, as quais quando bem “direcionadas” são capazes de levá-las a desenvolver seus potenciais, melhorando a qualidade de seu trabalho e é claro, a própria qualidade de vida. Podemos dizer então, que no trabalho e mesmo fora dele, temos um encontro entre nossas duas mentes: a racional e a emocional.

Diante disso, apresentamos alguns conhecimentos para que possamos melhor “administrar” nossas emoções, utilizando-as de maneira mais positiva, e o mais importante, a nosso favor!

Você já teve a sensação de acordar com o “pé esquerdo”, e por conta disso ter a impressão que não conseguiu trabalhar direito? Se sim, provavelmente era alguma emoção negativa que você estava sentindo.

Já iniciou a semana de trabalho já pensando no fim de semana, naquela festa que te aguarda e em tudo o que você vai fazer, ou seja, trabalhando, mas com a cabeça em outro lugar?

Já conheceu alguém muito “inteligente”, que trabalha muito bem, mas que em alguns momentos perde completamente a concentração... a paciência... a compostura... e outras coisas mais? Em outras palavras, já viu um inteligente comportando-se com um idiota com as outras pessoas?

Se sim, bem-vindo à algumas das várias situações que embora pareçam exageradas, fazem parte do nosso cotidiano quando somos “tomados” por emoções, e não sabemos como utilizá-las de uma maneira construtiva. Aqui incluem-se tanto emoções tidas como positivas, quanto aquelas consideradas negativas. É importante esclarecer isso, pois podemos ser arrebatados até mesmo por emoções mais agradáveis.

Então o que é INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?

"Inteligência emocional é a capacidade de percepção de nossos sentimentos e, a partir dessa percepção, saber lidar com eles, dominando-os quando negativos, desenvolvendo-os quando positivos, de modo a se conquistar o equilíbrio emocional. Esse equilíbrio nos permite a motivação para uma vida mais harmonizada. A capacidade de auto-percepção proporciona a percepção dos sentimentos dos outros e nos habilita a sermos competentes em nossos relacionamentos com as demais pessoas, seja no trabalho ou fora dele."

Embora o termo inteligência emocional pareça algo novo para você, provavelmente quando virmos os domínios principais que a compõem, você verá que são coisas que você já ouviu falar bastante. Podemos dizer que a inteligência emocional é composta por duas “inteligências”: a intrapessoal e a interpessoal. Mas tenha em mente que essa divisão é apenas para tornar mais fácil a explicação do tema, já que na prática, as coisas estão bastante interligadas.

A INTELIGÊNCIA INTRAPESSOAL refere-se às habilidades pertencentes à própria pessoa. É a base da inteligência emocional e agrupa três domínios básicos:

"Antes de começar o trabalho de modificar o mundo, dê três voltas dentro de sua casa." (Gandhi)
“Conhece-te a ti mesmo” (Sócrates)

  • Auto-conhecimento (ou auto-percepção): reconhecer o sentimento enquanto ele ocorre, é ter consciência de si mesmo, percepção dos próprios sentimentos, conhecer o sentido da sua própria vida. Fazer uma avaliação realista e otimista das próprias capacidades de modo a desenvolver sua auto-estima e autoconfiança.

"Qualquer um pode zangar-se - isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa - não é fácil" (Aristóteles)

  • Auto-controle: habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação. O auto-controle é resultado do autoconhecimento. A partir do auto-conhecimento temos consciência do que estamos sentindo quando estamos diante de determinadas situações, e a partir disso, podemos escolher qual a melhor maneira de expressar nossas emoções e nos comportar.

"Quando você compreende verdadeiramente que existe um número infinito de possibilidades em qualquer situação dada, você pode encontrar soluções onde até agora era totalmente impossível encontrá-las" (Deepak Chopra)

  • Auto-motivação: habilidade em dirigir os esforços e capacidades pessoais necessárias para o alcance de objetivos e metas. Capacidade de desenvolver uma postura otimista realista diante das situações. Também é favorecida pelo auto-conhecimento, uma vez que a partir dele tomamos consciência de nossos recursos e necessidades.

A INTELIGÊNCIA INTERPESSOAL refere-se às habilidades de relacionamento com outras pessoas. Como vimos acima, tem como base a inteligência intrapessoal, sendo uma conseqüência dela. Quando temos bem desenvolvidos o auto-conhecimento, o auto-controle e a auto-motivação, relacionamo-nos bem com as demais pessoas, pois essa habilidade é fruto do bom relacionamento com nós mesmos. Agrupa dois domínios básicos: empatia e sociabilidade.

  • Empatia: que é a habilidade de reconhecer as emoções e necessidades das outras pessoas. Em outras palavras, é a capacidade de se colocar no lugar das outras pessoas para perceber as “situações” do ponto de vista delas.
  • Sociabilidade: significa lidar bem com as emoções nos relacionamentos, o que possibilita interagir com facilidade com outras pessoas, desenvolver habilidades para liderar, solucionar conflitos, estabelecer vínculos de cooperação e trabalho em equipe. Em resumo: saber conviver com as pessoas – que são diferentes umas das outras e de você mesmo. Vale ressaltar que ser sociável depende em grande parte da empatia.

Para terminar, uma história...

Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês e pergunta: ‘Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?’
E o chinês responde: ‘ Sim, quando o seu vier cheirar as flores.’
Moral da História:
"Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente. Portanto, procure compreender antes de julgar."

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Autor: Rodrigo Gomes Santana