Cristiane Segatto e Ivan Martins colaboraram Danilo Soares e Marcela Buscato
FONTE: Revista Época
::: Psicoterapia para crianças, adolescentes, adultos e idosos. Atendimento individual, em grupo e de casais. Consultas particulares e convênios. :::
| Danilo Verpa/Folhapress | ||
| Jorge Cândido de Assis, 49, no departamento de psiquiatria da Unifesp, em São Paulo |
Clique na imagem para ampliar.De qualquer forma, é sempre conveniente ter presente que estamos fazendo a todo o momento seis escolhas.
Vida ou Morte
O general franqueza Millan d’Astray, nas suas palavras na Universidade de Salamanca, na frente do filósofo Miguel de Unamuno, proferiu sua célebre frase: "Abaixo a inteligência. Viva a morte!". E esta é a grande questão. Estamos escolhendo a vida ou a morte do planeta em que habitamos? Todas aquelas pessoas ou empresas que contribuem com poluição ambiental e destruição dos ecossistemas, chuvas ácidas, aumento da temperatura na Terra e a conseqüente elevação dos níveis das marés, destruição da camada de ozônio, desmatamentos indiscriminados, existência de pessoas vivendo em condições subumanas, em função da ganância, da busca do lucro Kamikaze ou da falta de consciência social, todas elas estão engrossando o coro de Millan d’Astray e, à sua própria maneira, repetindo o general franqueza: "Viva a morte!".
Na realidade, esta é a grande questão ética, segundo a qual todas as outras devem se ordenar. É saber qual a resposta a uma pergunta de Albert Einstein: "Será que estamos fazendo deste planeta um lugar melhor para se morar?" Ou estamos ao lado dos que não têm nenhuma preocupação com isto, pois, como dizem, em longo prazo estaremos todos mortos?
Os Significados
A riqueza de nossa vida está muito relacionada aos significados que damos ao que fazemos. É a história dos três operários que estavam numa mesma obra e foram indagados sobre o que estavam fazendo. Um deles disse que estava assentando pedras. O outro, que estava construindo uma escada. O terceiro, que estava colaborando para a construção de uma catedral. Nós podemos escolher os significados que damos a tudo o que fazemos e isto pode representar uma grande diferença.
Passado ou Futuro-Orientadas
As pessoas passado-orientadas ficam querendo mudar o que fizeram, como se pudessem entrar na máquina do tempo. Tendem a se lamentar ou arranjar culpados e estão mais voltadas para ameaças. As pessoas futuro-orientadas buscam resultados, aceitam as situações existentes como um ponto de partida, não confundindo aceitação com conformismo, e procuram identificar e agir de acordo com as oportunidades. De qualquer forma, é conveniente citar Franklin Delano Roosevelt: "O progresso é realizado pelos homens que fazem e não pelos que discutem de que modo as coisas deveriam ter sido feitas".
Sistema Aberto ou Fechado
Os seres humanos são e deveriam agir como sistemas abertos, ou seja, em interação com o seu meio. Cada vez que as pessoas se fecham por dogmatismo, arrogância ou negação, estão agindo como sistemas fechados. Prendem-se ao familiar e ao conhecido e, freqüentemente, ficam encasteladas em torres de marfim. As pessoas que agem como sistemas abertos estão em relacionamento constante, têm consciência do fluxo contínuo de mudanças e sabem que a melhor forma de prever o futuro é criá-lo.
Crenças e valores
Uma das coisas que tem forte influência sobre nossos comportamentos é o nosso sistema de crenças e valores. Neste sentido, há quem diga que: "Quer você acredite que pode, quer acredite que não pode, você está certo". Todos nós temos um conjunto de crenças e valores que fomos adquirindo ao longo da vida e que são determinantes do nosso comportamento. Algumas crenças podem ser extremamente úteis, como acreditar que tudo o que nos acontece pode ser uma oportunidade. Outras podem ser negativas, como a de se acreditar vítima das circunstâncias, na base do "isto só acontece comigo". Em geral as pessoas não analisam os impactos de suas crenças sobre suas vidas e não sabem que podem mudá-las nem, tampouco, como fazer isso.
Intervir e Mudar Ou Ser Passivo
A consciência de que o que obtemos da vida está profundamente relacionado às escolhas que fizemos ou fazemos nos permite estar abertos a identificá-las e ratificá-las ou corrigi-las. E esta é uma grande escolha final: É possível mudar. E um bom modo de fazê-lo é com base no filósofo Jean Paul Sartre: "Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim". Em suma, ser consciente das escolhas que fazemos é entrar no mundo mágico das possibilidades. É saber que existem infinitas formas e caminhos e que a vida é daqui para frente.
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Autor: José Augusto Wanderley - Consultor em Liderança e Negocioação e autor do livro "Negociação Total: encontrando soluções, vencendo resistências, obtendo resultados.
Artigo disponível no link: http://www.jawanderley.pro.br/artigo3.html